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30 de ago de 2010

Artigo do General Muxfeldt*

“ Os irmãos devem ser unidos, essa é a primeira lei.
  Tenham uma união de verdade,  nos bons e nos  maus momentos.
  Porque, se os irmãos brigam entre si, serão derrotados pelos de fora...”
(Poema  gauchesco MARTIN FIERRO)
   A  democracia, que na frase atribuída a WINSTON CHURCHILL “ é o pior dos sistemas políticos, exceto todos os outros “, constitui-se no terreno fértil para o surgimento dos chamados GRUPOS DE PRESSÃO, que nada mais são do que grupos de pessoas  com interesses comuns, que se organizam para pressionar o Estado e, através dessa pressão, conseguem obter vantagens e até mesmo, privilégios.
   Obviamente, numa democracia, os militares, por não constituirem-se formalmente em grupos de pressão, têm enorme dificuldade em manter seus soldos atualizados e em sintonia com as demais carreiras de Estado. Também encontram sérias dificuldades para manter as chamadas “ conquistas sociais “, inerentes às peculiaridades da carreira militar, tão bem defendidas por outros setores do funcionalismo federal.
   Por exemplo, não se imagina uma manifestação de militares, mesmo da reserva ou de seus familiares, do tipo da realizada por funcionários federais aposentados que se despiram em frente ao gabinete de trabalho do Presidente da República , em defesa da manutenção do valor de suas aposentadorias e pensões.
     Isso explica porque, no âmbito do funcionalismo federal do Brasil, os militares, segundo a revista VEJA,  têm a menor média salarial entre as carreiras de Estado do Poder Executivo e percebem cerca de um quarto do que ganham as carreiras correspondentes do Legislativo e do Judiciário.
  Seria altamente desejável, portanto, que nas próximas eleições, fosse eleita uma bancada parlamentar que defendesse não só a manutenção da  remuneração dos militares em patamares condignos, bem como a permanência das conquistas sociais inerentes à carreira militar e que foram duramente obtidas no passado. O Congresso Nacional é o único foro legítimo para esse tipo de pressão.
   Somente o Rio Grande do Sul tem potencial para eleger três deputados federais e seis deputados estaduais, que dariam respaldo político às aspirações da família militar.
  Convém lembrar que o próximo Congresso Nacional, por certo, vai debater e talvez legislar, sobre temas de capital importância para a família militar, como:
     - Manutenção dos  soldos e pensões em níveis similares às demais carreiras de Estado;
     - Manutenção da PARIDADE entre os soldos da ativa e da reserva;
     - Manutenção dos  níveis alcançados pelas pensões em decorrência da Constituição Federal de 1988.
   A conquista do Diretório Regional do PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA (PRP), por parte de um abnegado grupo de civis e militares, constitui-se em oportunidade única para a eleição de um deputado federal e de um ou mesmo dois deputados estaduais, quebrando o paradigma do voto da família militar servir para eleger legisladores vinculados a outros interesses, em detrimento dos seus próprios anseios e necessidades.
*por Gen Ex Virgilio Ribeiro Muxfeldt 

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