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14 de fev de 2014

POLÍTICA - 09/01/2014 Ana Amélia Lemos diz que candidato do PP a governador será definido em abril

Senadora abordou o atendimento a pacientes com câncer pelo SUS e saída de presos das cadeias

Em entrevista, senadora criticou fúria arrecadatória do governo e disse que governantes precisam dar mais atenção a voz das ruas.
A senadora Ana Amélia Lemos (PP), concedeu uma entrevista para a Rádio Liberdade AM na manhã desta quinta-feira (9), onde alegou que ainda não está definida a sua candidatura ao governo do Estado. Segundo ela, a decisão sobre quem irá concorrer ao cargo pelo partido será tomada somente no mês de Abril:
- Não posso falar em hipóteses, porque na hora que falar isso, estaria dando uma definição do partido. Claro que não deixo de registrar a minha satisfação pelo reconhecimento dos gaúchos que me mandaram para o senado. Quando as pesquisas me favorecem, eu atribuo isso a visão dos eleitores de que estou trabalhando adequadamente e correspondendo as expectativas – disse.
Durante a entrevista, a senadora falou sobre um projeto de sua autoria, que foi aprovado no Senado, na Câmara dos Deputados, e que entra em vigor em Abril. O projeto prevê a inclusão de quimioterapia oral nos planos de saúde para pacientes que tenham câncer. A medida, que foi aprovada sem vetos, deve beneficiar cerca de 1 milhão de brasileiros que possuem contratos com planos de saúde:
- A Agencia Nacional de Saúde(ANS) tomou a mesma decisão depois que meu projeto estava em andamento. Só que na ANS, ela tem valor temporário, enquanto uma lei tem poder definitivo – explica.
A progressista também foi relatora de um projeto que determina que, quando um paciente do Sistema Único de Saúde é diagnosticado com câncer, o tratamento pelos SUS deve começar em 60 dias:
- Como o SUS demora no atendimento e marcação da consulta acaba as vezes contribuindo para a impossibilidade de cura da doença.
Ana Amélia falou, também, sobre o projeto que desobriga o emplacamento de tratores. De autoria do deputado federal Alceu Moreira (PMDB-RS), o Projeto de Lei da Câmara 57/2013 estende aos veículos automotores utilizados na atividade agrícola as mesmas isenções de licenciamento anual e registro já concedidas aos veículos de uso bélico. Para ela, a imposição do emplacamento não se justifica, pois o número de acidentes com estes veículos é muito baixo:
- As máquinas ficam dentro das propriedades rurais, o índice de mortandade não é como nas zonas urbanas. Então para que exigir uma despesa adicional do agricultor, cuja a renda nem sempre é compatível com os gastos que ele tem. Penso que o governo tem que parar com essa fúria arrecadatória e pensar um pouco mais na criação de condições competitivas para os nossos agricultores, especialmente da agricultura familiar.
Situação da Emater e saídas temporárias dos presídios:
Sobre a atual situação da Emater, que corre o risco de fechar as portas devido a uma divida de R$ 2 bilhões com a previdência social, a senadora declarou que todo o patrimônio da instituição não é suficiente para cobrir a dívida, e classificou como desperdício o encerramento das atividades da instituição.
Já em relação as saídas temporárias de presidiários, ela declarou ser a favor do benefício concedido somente uma vez por ano e a réus primários. Em 2013, 73 apenados não retornaram as casas penitenciárias no Rio Grande do Sul:
- Nós temos que proteger a sociedade e dar ao preso o direito de ter apenas uma saída. Este projeto foi aprovado no senado e já está na câmara dos deputados.
Movimentos sociais:
Questionada sobre as manifestações que marcaram 2013, Ana Amélia disse:

- Eles disseram: deu-se prioridade a copa e se esqueceu de dar prioridade a saúde, a segurança pública e infra-estrutura. A prioridade talvez esteja equivocada e os governantes precisam dar mais atenção ao que as ruas estão dizendo – finalizou.


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